sexta-feira, 18 de abril de 2008

Monólogo Musical: Explicatio Textus, Praedicatio Sonora

...Outra parceira grande é a música boa; não a música boa em volume ou acordes, ou a musica referida boa na cultura ou na anti-cultura (ou na anti-anti-cultura, e assim vai). Musica boa de verdade. Gosto de ser ouvinte, e várias vezes me surpreendo como uma canção bem executada altera todo um estado emocional. Lutero entendia ser um presente de Deus a possibilidade de unir um som à uma idéia, e tem uma finalidade de enaltecer o texto, dar valor à mensagem que está sendo propagada. Acho que muitas pessoas se prendem em conceitos de musica boa que são na realidade um pseudo-gosto elitista. Não que eu não goste de Chico Buarque, mas muitos se apegam ao renome do artista e ao meio social para dizer que "gosta de Chico Buarque"; em contrapartida, quem só ouve Créu (ou só ouve o que for) não pode opinar sobre ele ser bom ou ruim. Limitar música boa a um estilo é ser ranzinza demais. Inovação, Criatividade, Métrica, Ritmo, tudo isso varia pelas gerações e muda o próprio sentido de Música. A Música tem de ser serva de uma mensagem. Música boa tem um propósito, como assinava Bach: S.D.G. Soli Deo Gloria. É só um ensaio.

"Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com o saltério e um instrumento de dez cordas." Sl 33:2

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